4.25.2007

Sempre

(Cena do filme "Capitães de Abril")
Sei que só tenho 22 anos. Sei que não sei como foi viver no Estado Novo. Sei que o 25 de Abril, para mim, nem pode ser uma lembrança.
No entanto, desde pequena, ouvindo canções do Fausto, do Zeca Afonso, do Sérgio Godinho, entre muitos outros, fui criando "memórias" dessa época apaixonada, fantasiando acerca do meu hipotético lugar na Revolução.
Imaginava-me a participar em reuniões secretas, a distribuir panfletos "subversivos", a pintar palavras de ordem nas paredes e a discutir acaloradamente o futuro político do meu país. Com os cabelos compridos, as calças à boca de sino e um brilhozinho nos olhos.
Ainda hoje me imagino assim. Vivo o 25 de Abril como se em 1974 tivesse corrido as ruas de Lisboa de cravo na mão gritando palavras de esperança, apaixonada pela liberdade permitida.

4 comments:

  1. Nada mais a dizer. Bravo.
    Rita

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  2. Obrigada Ritinha :)
    Beijokas!

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  3. É que eu apesar de ser um bocado mais velha do que tu, também não era nascida em 1974...

    Mas tu descreveste aqui tudo o que eu costumo dizer... Sim porque se existisse nessa altura, trabalhava na sombra de certeza...

    Aos meus pais devo esta empolgação, sempre que passa este dia... Continuo a sentir um arrepio quando passa na televisão os filmes ou as musicas realmente importantes desta época…

    Sendo assim, em jeito de conclusão gostava de te dizer que fico muito feliz por saber que existem pessoas mais novas do que eu a pensar como tu… O que me faz ter esperança e pensar que não sou eu que sou “diferente” e já agora tenho a certeza que nos encontraríamos numa dessas reuniões…

    BRAVO!!!
    Rita

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  4. é isso mesmo! Nascer depois do 25 de abril não é razão para não sentir a revolução, para não fazer parte da revolução, para não ser a revolução.
    A revolução continua todos os dias!
    25 de Abril SEMPre!

    *beijinhos nocas
    *Rita Pereira

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